O Uso Devido dos Dons de Deus

 “ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria.” (Romanos 12.8)

O que contribuiu, com liberalidade etc”. Nas frases do versículo anterior temos visto claramente, que Paulo nos ensina aqui o uso legítimo dos dons de Deus. Até o μεταδιδούντοις – os doadores, de quem ele fala aqui, ele não entendia aqueles que deram de seus bens, mas os diáconos, que presidiam dispensando as instituições de caridade pública da Igreja; e pelo ἐλούντοις, quem usava de misericórdia, ele quis dizer as viúvas, e outros ministros, que foram nomeados para cuidar dos doentes, de acordo com o costume da Igreja antiga: pois havia dois ofícios diferentes, – prover as necessidades dos pobres, e atender à sua condição pessoal.

Mas, para o primeiro, ele recomenda simplicidade, de modo que, sem fraude ou o respeito de pessoas deveriam fielmente administrar o que foi confiado a eles. Ele exigiu que os serviços da outra parte fosse prestado com alegria, para que não fossem afetadis oeki favor conferido a eles, pela sua impertinência (o que muitas vezes acontece). Porque, como nada dá mais conforto para os doentes ou para qualquer outra forma de aflição, do que ver os homens alegres e prontos em ajudá-los; assim, observar a tristeza no semblante daqueles por quem a ajuda é dada, leva-os a se sentirem desprezados.

Embora ele corretamente chame aqueles προϊστάμενους -presidentes, a quem foi confiado o governo da Igreja (e eles eram os anciãos, que presidiam e governavam os outros e exerciam disciplina) mas o que ele diz sobre estes pode ser estendido universalmente para todos os tipos de governos; porque nenhuma pequena solicitude é exigida daqueles que garantem a segurança de todos, e não pouca diligência é indispensável para que eles possam vigiar dia e noite para o bem-estar de toda a comunidade. No entanto, o estado de coisas aqui apresentadas prova que Paulo não fala de todos os tipos de governantes, pois não havia então nenhum magistrado piedoso; senão os anciãos que eram os corretores de moral.

Texto de João Calviono, traduzido e adaptado por Silvio Dutra.

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